terça-feira, 24 de janeiro de 2012

GESTÃO DOS RESÍDUOS NA EMPRESA


A JetroAmbiental Consultoria inicia 2012 com novas propostas para treinar, capacitar e implantar a Gestão dos Resíduos Sólidos nas empresas.
Para isso, são fundamentais: o levantamento do cenário atual do lixo na empresa, o treinamento e a capacitação da equipe interna e, se for o caso, a criação de um departamento específico para essa finalidade na empresa, caso não haja.
Neste ano (2012), o foco central é a criação do programa/software que auxilia na GESTÃO DOS RESÍDUOS, para o cumprimento da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige a redução, a reutilização, o reaproveitamento e a disposição final ambientalmente adequada de todos os resíduos encontrados na empresa.
A JetroAmbiental, por meio de uma auditoria interna, está habilitada para levantar todas as não-conformidades e as conformidades referentes à gestão dos resíduos nas empresasItens como geração de lixo, armazenagem, destinação, reutilização, reaproveitamento, reciclagem, transporte, documentos necessários, disposição final, tratamento, parcerias com cooperativas de catadores e Prefeitura, treinamento e capacitação fazem parte desse processo, que exige conhecimento sólido. Para tanto, a JetroAmbiental estabeleceu uma parceria com a ONG Ecocultural, entidade responsável pela emissão do Selo Gestão de Resíduos. Informe-se!

Como isso funciona?
A empresa contrata a Jetroambiental para a obtenção do SELO GESTÃO DE RESÍDUOS.
Será feita uma visita técnica (“auditoria específica para resíduos) para levantar todas as necessidades existentes para que a empresa obtenha o Selo.
As etapas estão amparadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS Lei 12305/10).

Após apontar as necessidades no relatório da auditoria, a empresa vai decidir se continua os procedimentos de obtenção do Selo.

É preciso que a empresa contratante tenha conhecimento de que haverá despesas iniciais para sua adequação à lei e, em alguns casos, aquisição de máquinas e equipamentos para a boa gestão dos resíduos.

Uma companhia de médio a grande porte pode melhorar seu desempenho de gestão dos resíduos num período de 6 meses, em média.
Na maioria das empresas, existe uma única pessoa responsável pelos resíduos gerados, que deve ser preparada para informar a quantidade, o local de disposição final, conhecimento sobre a existência de controle dos órgãos ambientais, documentos necessários, planilhas de controle e o custo mensal com transporte e disposição final de resíduos. (que na maioria das vezes é um custo alto, dependendo da quantidade de resíduos gerados e transportados.).

Para mais informações, entre em contato pelo email: contato@jetroambiental.com.br ou comercial@jetroambiental.com.br  ou telefone: 11 2803-0092.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


Em debate sobre rios e córregos de Pirituba. 





COLETA SELETIVA EM SÃO PAULO PEDE ADEQUAÇÃO
O papel das subprefeituras na mudança de rumos.

Desde 2002, a Prefeitura de São Paulo organiza o Programa de Coleta Seletiva. Conforme dados extraídos da página do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), dentro do próprio site oficial daquele órgão, dos 96 distritos existentes no Município de São Paulo, 74 são contemplados pela Coleta de Materiais Recicláveis, que é realizada pelas Centrais de Triagem e concessionárias (fornecedoras de caminhões de transporte de lixo) e chega a coletar, porta a porta, em média 155 toneladas por dia de material reciclável. São mais de 20 cooperativas de catadores, instaladas em centrais de triagem totalmente equipadas com esteiras elétricas, prensas e empilhadeiras. Todas possuem caminhões para a coleta e para a comercialização dos recicláveis entre as empresas.
Em relação aos Pontos de Entrega Voluntária (PEV), ainda conforme a Prefeitura de São Paulo, somam 3.811, instalados em estacionamentos de bancos, supermercados, escolas municipais, estaduais e particulares, universidades, condomínios e parques. Cerca de 1.871 condomínios residenciais, com 2.876 contêineres instalados, também participam do Programa de Coleta Seletiva. O site do Limpurb divulga um telefone para a população interessada no programa criado para essa finalidade, o Alô Limpeza (11) 3397-1723/24.
Ora, então onde está o problema? Você, que mora em São Paulo, já ouviu alguém questionar se há coleta seletiva no seu bairro? Faça um teste e pergunte para 10 pessoas que você conhece se o serviço existe na rua onde moram. Não estranhe se você se deparar com pessoas que sequer sabem que o programa de coleta seletiva existe e como funciona - mesmo diante das informações disponíveis, como as que acabamos de pesquisar no site oficial da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Ao menos sobre coleta seletiva, posso falar com propriedade. Estou nessa área desde 1995.  Com formação em tecnólogo em gestão ambiental, auditor ambiental e especialista em saneamento ambiental, tive a oportunidade de coordenar o Programa de Coleta Seletiva da Prefeitura de São Paulo, por meio do Limpurb, entre 2005 e 2007. Lembro que durante esse período, mantinha uma relação estreita com as cooperativas de catadores. Todos os meses, fazíamos reuniões para ouvir as propostas dos cooperados. Foi nessa época que a cooperativa de Pinheiros teve que sair da área do antigo incinerador da Prefeitura, na Rua Sumidouro, para dar lugar ao parque Victor Civita. Foi negociada durante um longo período a transferência daquela estrutura e sua equipe para a Usina de Compostagem da Vila Leopoldina, com sucesso. Outro caso importante se deu em Pirituba. A cooperativa que existia em 2005 não estava cumprindo os termos do convênio com a Prefeitura e fomos obrigados a cancelar essa parceria. Participamos da criação de um novo grupo e o resultado é a Crescer, hoje uma cooperativa-modelo. Um de seus maiores feitos foi a coleta seletiva organizada no Sambódromo paulistano, durante os desfiles de Carnaval de 2007, motivo pelo qual a cooperativa, desde então, é convidada pelo Anhembi para organizar a sua coleta. 
Ainda naquele período, o governo municipal tinha o objetivo de desocupar a área onde a Coopamare (a primeira cooperativa da cidade, fundada em 1989) funcionava, sob a ponte da avenida Sumaré. Pela simples questão de respeito a um trabalho sério e organizado, fui um defensor da manutenção do grupo no local. O Movimento Nacional de Catadores foi incluído no debate para participar das idéias e propostas. O objetivo era estreitar o laço com os parceiros estratégicos (catadores, empresas,associações, cooperativas) para o sucesso do programa.
Ainda para ilustrar a minha passagem pelo Limpurb, lembro que fui representar a Prefeitura de São Paulo em dois eventos sobre gestão de lixo e coleta seletiva. O primeiro evento foi em Porto Alegre e o outro, na Argentina. Apresentei os slides com os dados do programa em São Paulo. Apenas números. Em seguida, falei sobre um modelo mais coerente de coleta seletiva para a Cidade, em que cada Subprefeitura pudesse fazer um levantamento do cenário atual do lixo na sua região e a Prefeitura, a partir dessas informações, planejasse a gestão ambientalmente adequada. Foi o suficiente para despertar interesse do público presente.
Hoje, outros temas transpassam por esse contexto, como a proibição do transporte de caminhões em algumas ruas da Cidade. Um caso conhecido é da ANAP (Associação Nacional de Aparistas), que busca um entendimento com a Prefeitura de São Paulo para que seja criada uma solução para a circulação de caminhões com aparas de papel. São toneladas de material que deixam de ser coletados por conta da restrição. Mas se por um lado é um serviço essencial, por outro, os caminhões pioram o congestionamento e a poluição na Cidade.
A coleta seletiva é um tema que permeia qualquer conceito de sustentabilidade. Para ilustrar e contribuir com a discussão, é preciso lembrar que, em breve, teremos a RIO+20, evento que trará como temas a economia verde e o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza. A coleta seletiva está no centro desses conceitos. Pois ela traz recursos financeiros para os cooperados, aquece o mercado dos recicláveis (quem sabe um dia o Governo Federal dê incentivo fiscal e isenção de impostos para empresas deste segmento?), gera trabalho e renda e abre oportunidade de trabalho para pessoas em situação financeira grave, como ex-presidiários, adolescentes e idosos. As cooperativas, bem organizadas, abrem espaço para esses cidadãos, diminuem a quantidade de lixo que iria para os aterros e geram matéria-prima que podem ser reutilizada no processo industrial, reduzindo energia, água e o uso de recursos naturais.
Soma-se a todos esses comentários a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que chama a atenção da Prefeitura, empresas e munícipes para a organização do lixo urbano. Nela, está inserida, inevitavelmente, a coleta seletiva, como uma das metas para a implementação dos Planos de Gestão Integradas dos Resíduos por ser um trabalho fundamental. Sem coleta seletiva, a PNRS só existiria no papel e sem coleta seletiva, muitos municípios não terão acesso aos recursos da União.
A Prefeitura de São Paulo, porém, tem mostrado que ignora essas vertentes e tem levado o programa de Coleta Seletiva de São Paulo de forma inadequada. Simplesmente porque a cidade é gigantesca e abriga diferenças gritantes que precisam ser consideradas. Os grupos que realizam a coleta seletiva, na sua maioria, defendem que o Programa de Coleta Seletiva em São Paulo terá resultados positivos a partir do momento que a sua organização se der por meio das subprefeituras. A lógica é que cada região da metrópole tem uma realidade. Não podemos imaginar, por exemplo, que uma região que concentra muito comércio gere o mesmo tipo e quantidade de lixo de uma área essencialmente residencial. Que a subprefeitura de Perus tenha as mesmas características, necessidades e demandas que a subprefeitura da Sé. Tampouco, que Parelheiros tenha o mesmo perfil de geração de lixo que a região da Paulista. A Prefeitura deveria adotar um sistema de organização adequado a cada local e fazer um levantamento da situação de cada uma das 31 subprefeituras quanto a esse quesito.
Há, sim, coleta seletiva em São Paulo. Apenas é maldividida, maldivulgada, mal-organizada e maldistribuída. É preciso coragem para descentralizar o serviço, apostando nas subprefeituras e com parceiros fundamentais, para que cada região tenha um programa à altura de suas características.

Jetro Menezes, 43 anos, Gestor e Auditor Ambiental, especialista (Latu Sensu) em Saneamento Ambiental. Responsável pela JetroAmbiental Consultoria (www.jetroambiental.com.br). Foi coordenador do Programa de Coleta Seletiva da Prefeitura de São Paulo e atualmente é Diretor de Meio Ambiente da Prefeitura de Franco da Rocha.         

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Visita da futura Cooperativa de Catadores de Franco da Rocha a Cooperativa Crescer em Pirituba.

Estreitando a relação e fazendo intercâmbio...

www.jetroambiental.com.br


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


CIDADES SUSTENTÁVEIS: SERÁ QUE É POSSÍVEL


Os desafios para as próximas gestões municipais será planejar e operacionalizar as ações para a sustentabilidade nas suas cidades

Antes que o conceito de sustentabilidade vá por água abaixo e perca sua credibilidade, os administradores municipais serão obrigados a planejar, em alguns meses, como vão levar mais qualidade de vida às suas cidades e definir quais os caminhos para que tal desafio se torne realidade.

Para iniciar um debate sobre esta questão, não podemos deixar de citar as condições imprescindíveis para se alcançar a sustentabilidade em cada município, seja ele da dimensão que for: controle e participação social, informação e formação da população, leis e fiscalização eficientes, gestão do verde urbano, cuidados com a gestão da água, a gestão do lixo, o transporte público, o uso e a ocupação do solo e a educação ambiental permanente.

Recentemente, em São Paulo, foi realizada uma audiência pública para ser debatido um projeto de lei do Executivo Municipal (PL 470), que trata da criação de um centro de exposições no bairro de Pirituba, zona noroeste de São Paulo. A área destinada para a construção desse empreendimento é de aproximadamente 5,20 milhões de metros quadrados, dos quais, cerca de 1,5 milhão está em área de APP (Área de Proteção Permanente), com nascentes, lagoas, mata nativa, fauna local e outras riquezas naturais. Diga-se de passagem, uma área que presta um excelente serviço ambiental para toda a Cidade de São Paulo, considerando a extensa vegetação.

Ocorre que Pirituba é hoje um dos bairros na cidade de São Paulo com maiores proporções de área verde por habitante. E não é exagero defini-lo como um dos poucos espaços da cidade a sobreviver aos ataques do mercado da construção civil. Se um projeto desses for liberado a portas fechadas, uma grande área verde poderá ser devastada. Não houve, até esta data, nenhuma reunião no bairro de Pirituba para ouvir a população local sobre os impactos positivos e negativos que este centro trará para a região. Provavelmente, o discurso para permitir a destruição de uma área preciosa, um dos últimos pulmões de São Paulo, incluirá o conhecido argumento de que “vai trazer desenvolvimento para a região e gerar empregos”. E quanto aos prejuízos ambientais? E quanto à qualidade do ar e, portanto, da saúde? Até porque a qualidade de vida da população se mede pela quantidade de verde existente.

Ou seja, esta não é a melhor maneira de planejar uma cidade sustentável. Queremos, sim, o desenvolvimento; porém, não a um preço tão alto. Precisamos discutir o projeto e todos os seus pontos nevrálgicos; é o mínimo para se falar em sustentabilidade. O ideal é que a população local possa apresentar as suas opiniões sobre este ou qualquer outro projeto, de preferência, com o apoio de especialistas em áreas relacionadas à qualidade de vida, como saúde (por quê não?) e meio ambiente. Estes funcionariam como antídotos para neutralizar os argumentos encantadores que acabam seduzindo a população e tentam convencê-la de que terão assim progresso e status, como vem acontecendo em outros bairros da cidade. Pirituba é só exemplo de região que ainda tem chance de escapar de um massacre ambiental.

Uma cidade sustentável deve ser planejada, no mínimo, para cada 20 anos e ser bem discutida, pautada por temas relevantes, como:

Gestão das águas - As cidades devem se planejar para que o fornecimento da água e o saneamento básico cheguem a todos os habitantes. Esgoto e água tratada deve ser prioridade de todos os gestores públicos. Cuidar dos rios, lagos e córregos deve ser prioridade. Estamos falando do mínimo.

Gestão do Lixo – As cidades devem buscar cumprir as metas estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12305/10. Planejar a gestão do lixo é reduzir, reaproveitar, reciclar e destinar de forma ambientalmente adequada todos os resíduos gerados na cidade. É aproveitar os resíduos das podas de árvores, reutilizar o entulho da construção civil, destinar corretamente os pneus, pilhas, baterias e as lâmpadas. Decretar o fim dos lixões e aterros controlados. Investir na coleta seletiva, por meio das cooperativas e associações de catadores. O lixo reciclável não pode ser ignorado.

Gestão do Verde Urbano – Considerando que o transporte é um dos principais vilões da poluição do ar nas cidades e a conseqüência é direta na saúde da população dos grandes centros urbanos e que a carência de parques e áreas verdes também afeta a saúde da população urbana, entendemos que as cidades sustentáveis devem priorizar o verde urbano, com a criação de parques, áreas verdes, jardins, arborização nas ruas e a doação de árvores visando sempre uma cidade sadia e equilibrada, com um transporte coletivo que atenda a maioria da população.

Cidade Sustentável? Sim, é possível! Desde que não seja pautada apenas por uma gestão pública de olho nas próximas eleições. Deverá,sim, ser muito bem discutida com todos os seus habitantes. Este é o preço que vamos pagar para ter uma cidade onde todos possam desfrutar da paisagem natural, viver em paz e com saúde, valorizando bairros e com esperança de um cenário melhor.

Sim, nós podemos!

Jetro Menezes, 43 anos, Gestor e Auditor Ambiental, Pós-graduação em Saneamento Ambiental. Atualmente exerce a função de Diretor de Meio Ambiente na Prefeitura de Franco da Rocha/SP.    

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Reflorestamento em cemitério

O Memorial Parque das Cerejeiras, cemitério-parque na zona sul de São Paulo, acaba de lançar o Programa Vida Verde, ação criada para beneficiar pessoas enlutadas e também colaborar com o meio ambiente.
Os associados do Cerejeiras homenageiam seus familiares com o plantio de uma árvore nativa da região. Ao plantar a muda, é registrada a localização exata da planta por meio de um aparelho de GPS. Assim, o interessado acompanha o crescimento da árvore, que pode ser ipê, manacá-da-serra, pau-brasil, pau-ferro, cabreuva, guapuruvu, pau-formiga, aroeira, jequitibá, jerivá ou quaresmeira, entre outras. Cada árvore é acompanhada de uma placa com o nome da pessoa homenageada.

No lançamento oficial do programa, no Dia de Finados, a aceitação do público foi imediata. Foram realizados 9 plantios e registradas cerca de 30 solicitações. A ação integra um projeto desenvolvido pelo Cerejeiras, que reservou metade dos seus 304.452 mil metros quadrados para preservação ambiental. Desses, 52 mil metros quadrados serão reflorestados por meio do Vida Verde. Somados a outros 36 mil metros quadrados já reflorestados, em poucos anos esse trecho terá formado um “cinturão verde” de quase 90 mil metros quadrados que ajudará a melhorar o ar da região.

Outra iniciativa atual do Memorial Parque das Cerejeiras é a substituição do concreto do calçamento das ruas por gramados. Ali, praças, canteiros, trilha ecológica e lagos com carpas completam a paisagem. 

BALÕES BIODEGRADÁVEIS
 
No feriado de Finados, todos os visitantes, associados ou não, crianças e adultos, fizeram suas homenagens, escrevendo nomes e mensagens em milhares de balões biodegradáveis contendo sementes de árvores nativas. Os balões foram soltos ao mesmo tempo, formando um espetáculo que pôde ser compartilhado com os moradores da região. 

Inaugurado em 1992, o Memorial Parque das Cerejeiras recebeu o prêmio Sincep/Acembra, uma certificação nacional que reconhece excelência no atendimento a critérios de qualidade, meio ambiente, saúde, segurança e responsabilidade social.